quarta-feira, 13 de março de 2013

Fracassado: Uma catarse de um sonâmbulo.

Gostaria de escrever periodicamente, mas fracassei. Fracasso em quase tudo o que tento fazer.
Escrever não vou nem considerar que seja um fracasso pois sei que nunca foi o meu forte, não sou bom nesse assunto. Em outras vezes já mencionei isso, eu acho. Bem, nem minhas publicações em redes sociais não são extensas, tão pouco são profundas com reflexões filosóficas complexas. As melhores citações já feitas são plágios, cópias mal formuladas de pensamentos do quais compartilho porém sem embasamento real e forte dos comentários que faço, me exponho a ser uma fraude se me entrevistarem mais detalhadamente sobre determinado assunto. Acho que é isso nunca mergulho totalmente em nada.
Admiro pessoas que viajaram ou moraram, mesmo por um tempo curto, em um outro país, aprenderam outras com outras culturas. Gostaria de ter viajado mais, ter me aventurado mais mas sou acomodado. Ao primeiro conhecimento, na miníma noção sobre algo já me dou por satisfeito. Gosto de saber sobre outros povos, outras formas de se viver mas nem me indigno a aprender um outro idioma, nem ao menos nunca me esforcei. É trabalhoso aprender e eu sou preguiçoso. Fracassei!
Entrei para uma faculdade, fiz um curso superior, no qual enrolo há um ano e meio para fazer o Trabalho de Conclusão de Curso, ou monografia. Não era nem o curso que eu queria fazer. Faltando três semestre para o fim eu realmente aceitei que não era aquilo no queria trabalhar. Foi bom, aprendi muito, fiz várias e boa amizades, me tornei um pseudo-intelectual com alguma experiência. Mas mais uma vez fracassei.
Tenho um trabalho, sou servidor público em regime estatutário, passei no concurso. Demorei para três anos para ser convocado a preencher a vaga, isso já demonstra que minha classificação não foi lá essas coisas. Mas e daí, né? Estou empregado, exerço minha função social e contribuo para o bem estar da população. Só que eu odeio o que faço. Vai de encontro a tudo do qual eu acreditava, não é nem de perto o que eu planejava como meta profissional. Faço muita força física e tenho raras oportunidades de desenvolver um raciocínio lógico e coerente antes de ser interrompido por uma banalidade. O que as vezes é comodo, não me esforço, recuo e volto a fazer o que fazia antes. Tornei a fracassar.
Já caminho para os trinta anos de idade, três décadas de existência e até hoje não consigo manter relacionamentos duradouros de longos períodos. Acho que todos os meus colegas de mais longa data não consigo manter um contato digno para que vale o título de amizade, a maior parte as vicissitudes da vida nos afastaram e tantos outros não trato como deveriam, creio eu. Com relação a relacionamentos amorosos o caso é ainda mais complicado, parece que afastei todas as garotas/mulheres das quais poderiam ter dado algum futuro. Das que demonstravam estar afim de tentar um empreitada comigo fiz questão de não levar adiante, ou porque achava não gostar o suficiente ou por acreditar não dar certo mesmo. As outras, as que gostei e sonhei em ter algo mais sério, apresentar à família e todas aquelas formalidades, essas aí é que me dispensavam. Acho que tenho uma queda por amores platônicos, sentimentos não correspondidos, gosto do impossível. Porém essas coisas mais uma vez são fadadas ao fracasso.
Por isso fracassei em tudo. Talvez, em quase tudo, mas não me lembro de nada bom, relevante do qual eu tenha acertado.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mais do mesmo mas nem tanto

Fui convidado a escrever. Não, fui intimado a escrever. Sinceramente não tenho a mínima ideia sobre o quê. Deveria eu publicar qualquer besteira? Todas a minhas antigas publicações eram tentativas desesperadas de compilar, de alguma forma, sentimentos e pensamentos que me perturbavam naqueles momentos. Tive boas catarses e outras nem tão boas assim, admito.
Mas o importante é que estou aqui, novamente, na frente do computador, braços estendidos sobre a bancada de um escrivaninha onde tem um teclado e com olhos cerrados, mirando um infinito, buscando algo, qualquer coisa que me traga alguma lembrança ou emoção.
Engraçado como há um tempo (não muito tempo, apenas alguns meses) revisitei este blog e ainda pensei: Poderia voltar a escrever nele. Mas faltou coragem e opinião. Porém foi quando uma amiga (isso mesmo senhorita Giana Otto) indagou sobre este e mais alguns blogs estarem parados me deu uma coceira nas pontas dos dedos. Aquilo soou quase como uma provocação. Entretanto ainda faltava aquele "Q" de inspiração e como já disse no início do texto não mudou muito nesses dias.
Mas então que raios, oras bolas, estarão fazendo essas palavras preenchendo esse novo espaço? Pois a resposta é a própria pergunta. Estou preenchendo um espaço antes vazio. Um exercício para quem sabe voltar a escrever. Mais do que isso, um desafio de superar a inércia, esta a qual eu tanto me afeiçoo e tantas vezes escrevi e culpabilizei pelas minhas angustias. Agregado a isso coloco uma pitada de nostalgia. Saudade sim! Saudade de um tempo que buscava descobrir e conhecer, e fui usando para auto-descobrir, auto-conhecer. Sinto falta do tempo em que passava horas para refletir. Sinto falta do tempo. Isso pode ser tema para um outro texto.
Pronto, me sinto mais leve, desabafado. Imaginei várias situações para descrever, inúmeras citações para pontuar e ficaram para trás. Talvez em um momento de insight essas memórias venham a tona e agora que rompi com o "silêncio" de uns dois anos não me sinta acanhado de expor minhas besteiras novamente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Horizontal


Permaneço deitado. Imóvel. Apenas o barulho dos carro, das pessoas correndo nas ruas e a chuva que cai, bate na janela perpassam meus pensamentos. Na verdade, os sons vindos de fora é os quais ainda fazem parte de mim. Não sou eu, sou apenas resposta ao meio, um feedback das horas, do vento que me leva pra lá, e pra cá, aqui e acolá. Por alguns instantes sou tomado de repentinos momentos de graça, apenas sensações voláteis. Me falta certezas, sendo nada ser certo ou errado. Busco em um outro a mim, pensando em achar em mim um outro. Agora não tenho nada. Só me resta admirar a paisagem do horizonte que há dentro de mim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Divagação sobre hoje

Mais uma vez resolvi escrever. Não escrevo mais pois minha vida é um tédio e nesses tempos a correria e o engessamento do cotiano me fizeram perder um pouco da observação sobre mim mesmo e sobre o meio, o qual estou inserido. Mas é agora, no momento de pura procrastinação, de um recesso do período letivo que me propus à obter informações e conhecer mais sobre o que é comentado na cultura atual. Me deparo com vários formas de comunicações e maneiras de se expressar. Acessando um site de emissora famosa da TV por assinatura, a qual está realizando uma votação online para uma premiação, percebo que desconheço dois terços das pessoas em que ali se apresenta e o outro um terço não tenho a mínima idéia de quais são seus trabalhos mais recentes.
Pois bem, a quantidade de informações hoje é muito volumosa, acho que todos são cientes disso, mas não justifica tanta ignorância de minha parte. Até o dia navegando nessa terra meia que sem limites, que é a INTERNET, vejo muitas caras novas e expressões novas, o CALA BOCA GALVAO teve repercursão internacional, atores estão processando pessoas que postam videos falando (com razão ou não) deles em tons prejorativos. A última ( e digo isso pois se trata do dia em que estou escrevendo esse post) da repercursão dos comentários do ator norte amercino Sylvester Stallone sobre o Rio de Janeiro/Brasil, causando uma comoção patriótica em toda nação, esta pelo que parece atualmente só sabe agora despejar insultos nas redes socias da INTERNET. Nada contra liberdade de expressão na grande rede mundial de computadores, pelo contrário é mais uma ferramenta da propagação do discurso muito valiosa. Mas esse texto é mais uma indignação sobre os rumos que está liberdade possa estar sendo tomada, a quantidade de informação desnecessária que ser é publicada diariamente, a cada minuto, vem se tornando algo escrabroso, tenho a audacia de dizer patológico.
Em momento de racionalidade, busquei (qualquer coisa) algo com certa credibilidade para ler e me deparei com uma crônica da atriz Fernanda Torres. Ela cita em seu texto um teórico das artes cénicas (se assim posso dizer), Grotowski, e seu desenrolar faz menção a banalização da cultura, e por conseqüinte da arte, termina sua dissertação com algumas palavras desse polonês, as quais julguei pertinente coloca-las aqui visto o contexto.

"O que devemos fazer é lutar, para então descobrir, experimentar a verdade sobre nós mesmos; rasgar as máscaras atrás das quais nos escondemos diariamente. A arte não pode ser limitadapelas leis da moralidade comum ou de qualquer catercismo. O ato de criação nada tem a ver com o conforto externo ou com a civilidade humana convecional; quer dizer, as condições de trabalho nas quais as pessoas se sentem seguras e felizes".

Eu não tenho a pretensão de ser escritor, nem o faço tão bem. Mas mesmo assim ainda busco uma forma de manter o senso crítico da obra, sem vulgaridade.

P.S.: Ainda escrevo e despejos minhas baboseiras (com certo discernimento) no twitter.com/carloshsb

sábado, 6 de março de 2010

Uma noite qualquer

Ousadia de minha parte querer ver meu reflexo dentro de um copo.
Em uma casa escura, fumando um cigarro, ouvindo um rock "pesado"... busco me abrigar do frio em uma bebida gelada... apenas a solidão me faz compania, em uma noite comum.
Mas ouso mesmo assim dentro de meu cómodo obscuro, iluminado apenas pela luz do corredor... buscar aquilo que me faz falta... tantos dias eu perdi, tantas oportunidades passaram, tantas frases ditas que eu não disse... mas eu continuo fumando meu cigarro... ouvindo o meu Rock n' Roll... me apresento a onde eu não sou sendo eu mesmo... me afogo na bebida fria.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Diferença

Estou tentando me torna uma pessoa melhor. Uma tarefa difícil, muito difícil. Quase impossível!
Comecei tentando parar de fumar (tentando, ainda tenho sérias recaidas), estou procurando me aproximar do meu lado espiritual, acreditar mais nas coisas e nas pessoas é uma tarefa árdua, olhar o lado positivo da vida, não achar que tudo ao meu redor é inútil. Me dizem para sorrir mais, cantar mais, até deveria amar mais, como se um sentimento pudesse ser mensurável.
Esse ano tenho de me superar... romper com meu ostracismo, afinal começam a me cobrar mais responsabilidade. Eu estou me cobrando mais.
O mais importante então é mudar. E como eu já mudei nos últimos dois meses, não fisicamente, nem emocionamente, mas mudei de alguma forma. Sei disso porque já senti, alguma coisa tá diferente. Só ainda não sei ainda se está melhor ou pior do que o modelo anterior.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tudo aquilo que esqueço

Mais uma noite insone...
A casa toda âs escuras, apenas a luz acesa na varanda ajudava iluminar meus pensamentos, enquanto meus olhos fintavam a fumaça cinza do cigarro que tragava preguiçosamente...
Essa não foi uma noite especial, afinal tem se tornado uma rotina das minhas madrugadas. Escuto com atenção o silêncio da madrugada procurando ouvir algo inspirador, para quem sabe, mais tarde tentar escrever... mas o que adianta? Esqueço tudo aquilo logo quando amanhece o dia e voltam a ficar guardadas na escuridão do inconsciente.
Talvez seja melhor assim, pois não saberia organiza tantos devaneios. Por isso, agora resolvi publicar tudo aquilo que esqueço, pois são as únicas coisas das quais ainda me recordo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais uma vez

Estou perdido!
Procuro me ocupar para não ter o que fazer. Isso mesmo, quanto mais eu faço menos me esforço para completar alguma coisa.
As informações chegadas a mim são demasiadas, informações muitas e a cada minuto!
A própria internet é uma das responsáveis por esse acrescimo vertiginoso de conteúdo... orkut, twitter, facebook, blogs e outras ferramentas as quais borbulham em nossas telas luminosas.
O próprio senador Cristovão Buaruque disse, em uma entrevista após aprovação da lei que legitima o uso da internet nas campanhas eleitorais do ano seguinte, que à alguns anos os políticos conversavam com o seu eleitorado de 4 em 4 anos, hoje isso tem de ser feito de 4 em 4 minutos.
Mas a questão não é essa... o problema é comigo, não estou suportando tal carga de informação.
Talvez tento, em movimento de auto-preservação, não completar tantas tarefas as quais me propõem acresentar mais uma camada nessa bola de neve pós-moderna que se forma. Por isso passei tanto tempo sem escrever e poderei ficar mais um bom tempo sem publicar minhas baboseiras nesse espaço virtual. É auto-preservação!

Porém, em doses homeopáticas, tenho manifestado alguns pensamentos perplexos no meu twitter (sim... me rendi a mais essa arma do inferno world wide web): http://twitter.com/carloshsb

domingo, 14 de junho de 2009

Abstinência

Me sinto como um dependente químico. Dependência de alguém.
Viciado já na primeira vez que a vi. Me aproximando mas nunca chegando tão perto o suficiente para uma overdose. Medo, prudência... não sei, mas nunca ultrapassei o limite.
A medida que foi se afastando tive minha desitoxicação de você.
Logo pensei estar livre dessa dependência... não experimentei nada similar ao que fez, deixou...
Mas por um capricho de percurso me choco de novo com isso. E a dose foi mais forte... 4 dias experienciando doses mais fortes. Passou.
Fiquei um bom tempo sentindo a abstinência, esperando mais um pouco daquilo, esperando até chegar a overdose, mas não foi dessa vez... agora tenho medo o que você me provoca não sou eu...
Por isso da última vez que a vi me aproximei mas não o suficiente para recair outra vez. Depois me afastei para não correr riscos, eu estava próximo procurando ficar longe. Um paradoxo menos perigoso do que o seu.
Mas espero o dia no qual experimentarei a overdose de você.

sábado, 25 de abril de 2009

Reformulações II

Começo a imaginar coisas. Começo a ter delírios.
Estou confuso.
As horas voam complicadamente.
Tento escrever, escrevo, querendo um paliativo para minha dor, na intenção das palavras desamarrar minha angústia.
Um sentimento que estava adormecido e que em apenas um dia você consegue desperta-lo e me deixar inquieto.
Lembro agora da letra de uma música:
"(...)Eu fecho os olhos e tudo vem
Num Caleidoscópio sem lógica
Eu quase posso ouvir a tua voz
Eu sinto a tua mão a me guiar(...)"
Me Falta o chão... me falta o ar... sinto falta de mim mesmo
Após dias o que eu acreditava estar completo, ser completo, você me mostrou que ainda me falta... me falta você.
Um quebra-cabeça da onde você roubou uma peça.
E me sinto fraco na sua presença.
Afinal experimentei, presenciei, sentimentos com você... navego hoje por mares nunca d'antes navegados.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Reformulações

Não quero sair de casa. Está frio lá fora!
As coisas não parecem ser mais como são, porém estão no mesmo lugar.
O que me era apresentado como verdade agora, após algumas horas, dias, já se transformaram em novas verdades. Nem eu sei mais o que é verdade.
Penso! Penso muito... não chego a lugar algum e alguns instantes já não tenho pensamento à refletir. Sobra apenas meu reflexo.
Estou confortável dentro de casa pois está frio lá fora. Aqui só sou eu.
Mas a motivação das minhas reflexões está lá fora...
Estou desconfortável comigo mesmo...
Tenho vários sintomas mas a causa é uma só.
Penso muito mas porque tenho muito pensado. Isso gera um ciclo! Um círculo vicioso...
Precisei de muito esforço para colocar alguma coisa em palavras...
E sinceramente não me sinto aliviado... não dessa vez.

Carlos HSB ouvindo: That i would be good - Alanis Morissette

domingo, 1 de março de 2009

Primeira postagem para 2009

Pois bem... já estamos no terceiro mês do ano de 2009 e esse é o primeiro post que faço... não tive muitas idéias para escrever, também houve alguns probelmas com meu computador pessoal, quanndo não era com a própria internet.
Andei até escrevendo um rascunho, em um dos meus cadernos, sobre uma teoria mirabolante, e bastante inconveniente, mas pelos problemas anteriores e minha distração em perder a tal folha de rascunhuda me detive a vida social real e preferi deixar um pouco de lado o mundinho virtual, o que fez muita falta de vez enquando. Mas bem, já acabou as férias, voltaram as aulas na faculdade, completei mais um ano de vida agora em fevereiro e o carnaval já era, agora o ano realmente começou.
E como não tinha nada melhor para fazer vim mais uma vez colocar minhas besteiras.

De nihilo nihilum

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Jingle Bell

Está acabando 2008... e pessoalmente ainda bem...
Não gostei desse ano, nunca gostei dos anos pares, foi improdutivo, e não que eu seja um ser muito produtivo, mas fora cansativo também.
As únicas lembranças decorrente desse ano são as lições das quais deverei levar para o resto dessa minha insignificante vida. O que é bom amadureci, mudei, não vou me atrever em dizer se é para melhor ou para pior, apenas me sinto modificado.
Mas a pior parte do ano é essa, o final do ano. São muitas canções, sorrisos, abraços ,votos de um próspero ano novo, videntes com os mesmo discursos lacónicos de sempre (um artísta vai casar, outro vai morrer, vai ter uma trágedia, vai acontecer alguma coisa de bom para o país) e um sentimento de esperança exagerado. Todos esquecem as brigas decorrentes desses longos 11 meses para confraternizarem em festas regadas a muita comida e bebida para depois da ressaca voltarem as velhas birras.
Por isso não me peçam "abracinhos" e felitações de Natal e Ano Novo. Não acredito nisso! O máximo que posso desejar a todos é um BOA EMBRIAGUEZ e uma FELIZ RESSACA!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As três palavras que viraram um grito...

Yes We Can (Sim Nós Podemos)

"Foi uma crença escrita no documentos dos fundadores que declarava o destino de uma nação
Sim nós podemos;
Foi um sussuro de escravos e abolicionistas enquanto eles acendiam uma trilha em rumo à liberdade
Sim nós podemos;
Foi cantado pelos imigrantes quando eles chegaram de terras distantes
E pioneiros que foram para o oeste contra uma terra selvagem imperdoável
Sim nós podemos;
Foi o chamado de trabalhadores que se organizaram,
Das mulheres que lutaram pelo voto,
De um presidente que escolheu a lua como uma nova fronteira
E um rei que nos levou ao topo da montanha e nos apontou o caminho para a terra prometida
Sim nós podemos ter justiça e igualdade

Sim Nós Podemos

Sim nós podemos ter oportunidade e properidade
Sim nós podemos curar essa nação
Sim nós podemos ajudar esse mundo
Sim nós podemos...
Nós sabemos que a batalha na nossa frente será longa
Mas lembre-se sempre que não importa os obstáculos no nosso caminho nada pode nos afastar do poder de milhões de vozes gritando por mudanças
'Nós Queremos Mudanças'
Um refrão de cínicos falaram para nós que não poderíamos fazer isso
Eles vão falar cada vez mais alto e serão mais dissonantes
Pedirão para nós pararmos e termos um senso de realidade
Avisaram-nos para não oferecer para as pessoas desse país esperança falsa
Mas na improvável história que é a América
Nunca houve nada falso sobre esperança
Agora as esperanças da pequena garotinha que vai para a escola desmoronando em Dillon são as mesmas dos sonhos do garoto que é ensinado nas ruas de Los Angeles
Nós vamos lembrar que há algo acontecendo na América
Que nós não somos divididos como os nossos políticos sugerem
Que nós somos um só povo
Nós somos uma só nação
E juntos, nós vamos começar o próximo grande capítulo da história americana
Com três palavras que vão ecoar de costa à costa
De oceano para oceano
SIM. NÓS. PODEMOS"

Baseado no discurdo "YES WE CAN" de Barrack Obama, palestrado dia 26/01/2008 na Carolina do Sul e colocado no video produzido por Will.I.Am do Black Eyed Peas. Procure na internet a transcrição desse discurso completo.
Para mim Barrack Obama mobilizou a população americana de tal forma como não se via a muito tempo, tornou-se referência. Emocionou.
Chego a julgar agora, um pouco com tom de profecia, que esse discurso entre na história, assim como ficou famoso o "I have a dream" de Martin Luther King, seja o "Yes we can", também repetido tão diversas vezes.
E sim! quem sabe nós também possamos... o mundo pode. Afinal como ele usa no texto "Nunca houve nada falso sobre esperança" pois assim como a fé não precisamos de provas para crer.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Não tenho nada a acrescentar

Não sei nem mais porque existe esse blog... não acrescento nada a vida de ninguém...
Mas um dia... quem sabe... um dia farei algo de original!

Dia 17/10: Dia Internacional pela Democratização da Comunicação.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Frases do Woody Allen

"Separei-me de minha esposa porque ela era terrívelmente infantil. Uma vez, eu estava a tomar banho na banheira, e ela afundou todos os meus barquinhos sem nenhum motivo aparente."

"Certa vez tomei a atitude política mais firme de minha vida: passei 24 horas sem comer uvas."

“Depois de uma certa idade, as palavras mais bonitas de se ouvir não são EU TE AMO... e, sim, É BENIGNO.”

"Você pode viver cem anos se desistir de todas as coisas que o fazem querer viver até os cem anos."

"Tenho pensado muito na morte. Espero que a recíproca não seja verdadeira."

"Na maior parte do tempo eu não me divirto muito. O resto do tempo eu não me divirto nada."

"Não quero atingir a imortalidade com meu trabalho, mas sim não morrendo."

"As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais."

"A vocação do político de carreira é fazer de cada solução um problema."

"Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher."

"Por que escovar os dentes quatro vezes ao dia e fazer sexo duas vezes por semana? Por que não o contrário?"

"Sexo alivia as tensões. Amor as causa."

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A física explica

Eu estou a muito tempo sem postar. Eu fico muito tempo sem postar. Mas também me falta o conteúdo, é essa minha vida inerte... a velha e boa lei de Newton da inércia. Ainda sigo aquela premissa do menor esforço e vou conseguindo conviver com ela, satisfatóriamente diga-se de passagem, na maioria dos dias.
Chego ao ponto, em algumas vezes, a relutar contra minha vontade de fazer algo. Como se produzir uma coisa significa-se diminuir um pouco mais do que sou. É, (como li a uns instantes atrás em um outro local) talvez eu seja mesmo muito egoísta por achar que só o mundo tenha que girar a minha volta.
Mas isso a física explica: Todo corpo parado tende a permanecer parado.

domingo, 3 de agosto de 2008

Excessos e Exageros

Um dia de excessos apenas para sair da rotina. Uma ressaca no dia seguinte apenas para lembrar o quanto a noite anterior foi boa.
Mas deve haver alguma coisa de saudavel no excesso? Dúvido muito... único benefício que entendo é para o espírito. Uma válvula de escape, um desopressor da saúde mental. Manifestação pura do Id.
Como diria Thomas Harris: “Muito é muito, mas em excesso é perfeito”.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Dancem Macacos, Dancem

"Há bilhões de galáxias no universo observável
E cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas
Em uma dessas galáxias, orbitando uma dessas estrelas
Há um pequeno planeta azul
E este planeta é governado por um bando de macacos
Mas esses macacos não pensam em si mesmos como macacos
Eles nem sequer pensam em si mesmos como animais
De fato, eles adoram listar todas as coisas que eles pensam separá-los dos animais:
Polegares opositores; Autoconsciência
Eles usam palavras como Homo Erectus e Australopithecus
Você diz to-ma-te, eu digo to-ma-ti.
Eles são animais, certo?
Eles são macacos
Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade
Mas ainda assim macacos
Quero dizer, eles são espertos, você tem que conceder isso
As pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China
Isto tudo é muito impressionante para um bando de macacos
Macacos cujos cérebros evoluiram para um tamanho tão ingovernável que agora é bastante impossível para eles ficarem felizes por muito tempo
Na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes
Todos os outros animais podem simplesmente ser
Mas não é tão simples, para os macacos
Pois os macacos são amaldiçoados com a consciência
E assim os macacos têm medo
Os macacos se preocupam
Os macacos se preocupam com tudo
Mas acima de tudo com o que todos os outros macacos pensam
Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar com os outros macacos
O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia, isto é o que realmente os separa dos outros animais.
Estes macacos odeiam
Eles odeiam macacos que são diferentes
Macacos de lugares diferentes
Macacos de cores diferentes
Sabe, os macacos se sentem sozinhosTodos os seis bilhões deles
Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas
Os macacos querem respostas
Os macacos sabem que vão morrer, então os macacos fazem deuses
E os adoram!
Então os macacos começam a discutir quem fez o deus melhor
E os macacos ficam irritados, e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar a uns aos outros
Então os macacos fazem guerra
Os macacos fazem bombas de hidrogênio
Os macacos têm o planeta inteiro preparado para explodir
Os macacos não sabem o que fazer
Alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos
Os macacos fazem troféus e então eles os dão para si mesmos
Como se isto significasse algo
Alguns dos macacos acham que sabem de tudo
Alguns dos macacos lêem Nietzsche
Os macacos discutem Nietzsche
Sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche
Era só outro macaco
Os macacos fazem planos
Os macacos se apaixonam
Os macacos fazem sexo
E então fazem mais macacos
Os macacos fazem música
E então os macacos dançam
Dancem, macacos, dancem!
Os macacos fazem muito barulho
Os macacos têm tanto potencial, se eles pelo menos se dedicassem...
Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa ofensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco
Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de "cidades"
Os macacos desenham um monte e linhas imaginárias na terra
Os macacos estão ficando sem petróleo, que alimenta sua precária civilização
Os macacos estão poluindo e saqueando seu planeta como se não houvesse amanhã
Os macacos gostam de fingir que está tudo bem
Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício
Como você pode ver, esses são uns macacos atrapalhados
Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta
E os macacos não querem ser macacos, eles querem ser qualquer outra coisa.
Mas não são."

youtube: http://www.youtube.com/watch?v=7vb1DbOK-9Y

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Reflexões Inconvenientes 1

"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco."

Gabriel García Márquez
(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)