segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Horizontal


Permaneço deitado. Imóvel. Apenas o barulho dos carro, das pessoas correndo nas ruas e a chuva que cai, bate na janela perpassam meus pensamentos. Na verdade, os sons vindos de fora é os quais ainda fazem parte de mim. Não sou eu, sou apenas resposta ao meio, um feedback das horas, do vento que me leva pra lá, e pra cá, aqui e acolá. Por alguns instantes sou tomado de repentinos momentos de graça, apenas sensações voláteis. Me falta certezas, sendo nada ser certo ou errado. Busco em um outro a mim, pensando em achar em mim um outro. Agora não tenho nada. Só me resta admirar a paisagem do horizonte que há dentro de mim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Divagação sobre hoje

Mais uma vez resolvi escrever. Não escrevo mais pois minha vida é um tédio e nesses tempos a correria e o engessamento do cotiano me fizeram perder um pouco da observação sobre mim mesmo e sobre o meio, o qual estou inserido. Mas é agora, no momento de pura procrastinação, de um recesso do período letivo que me propus à obter informações e conhecer mais sobre o que é comentado na cultura atual. Me deparo com vários formas de comunicações e maneiras de se expressar. Acessando um site de emissora famosa da TV por assinatura, a qual está realizando uma votação online para uma premiação, percebo que desconheço dois terços das pessoas em que ali se apresenta e o outro um terço não tenho a mínima idéia de quais são seus trabalhos mais recentes.
Pois bem, a quantidade de informações hoje é muito volumosa, acho que todos são cientes disso, mas não justifica tanta ignorância de minha parte. Até o dia navegando nessa terra meia que sem limites, que é a INTERNET, vejo muitas caras novas e expressões novas, o CALA BOCA GALVAO teve repercursão internacional, atores estão processando pessoas que postam videos falando (com razão ou não) deles em tons prejorativos. A última ( e digo isso pois se trata do dia em que estou escrevendo esse post) da repercursão dos comentários do ator norte amercino Sylvester Stallone sobre o Rio de Janeiro/Brasil, causando uma comoção patriótica em toda nação, esta pelo que parece atualmente só sabe agora despejar insultos nas redes socias da INTERNET. Nada contra liberdade de expressão na grande rede mundial de computadores, pelo contrário é mais uma ferramenta da propagação do discurso muito valiosa. Mas esse texto é mais uma indignação sobre os rumos que está liberdade possa estar sendo tomada, a quantidade de informação desnecessária que ser é publicada diariamente, a cada minuto, vem se tornando algo escrabroso, tenho a audacia de dizer patológico.
Em momento de racionalidade, busquei (qualquer coisa) algo com certa credibilidade para ler e me deparei com uma crônica da atriz Fernanda Torres. Ela cita em seu texto um teórico das artes cénicas (se assim posso dizer), Grotowski, e seu desenrolar faz menção a banalização da cultura, e por conseqüinte da arte, termina sua dissertação com algumas palavras desse polonês, as quais julguei pertinente coloca-las aqui visto o contexto.

"O que devemos fazer é lutar, para então descobrir, experimentar a verdade sobre nós mesmos; rasgar as máscaras atrás das quais nos escondemos diariamente. A arte não pode ser limitadapelas leis da moralidade comum ou de qualquer catercismo. O ato de criação nada tem a ver com o conforto externo ou com a civilidade humana convecional; quer dizer, as condições de trabalho nas quais as pessoas se sentem seguras e felizes".

Eu não tenho a pretensão de ser escritor, nem o faço tão bem. Mas mesmo assim ainda busco uma forma de manter o senso crítico da obra, sem vulgaridade.

P.S.: Ainda escrevo e despejos minhas baboseiras (com certo discernimento) no twitter.com/carloshsb

sábado, 6 de março de 2010

Uma noite qualquer

Ousadia de minha parte querer ver meu reflexo dentro de um copo.
Em uma casa escura, fumando um cigarro, ouvindo um rock "pesado"... busco me abrigar do frio em uma bebida gelada... apenas a solidão me faz compania, em uma noite comum.
Mas ouso mesmo assim dentro de meu cómodo obscuro, iluminado apenas pela luz do corredor... buscar aquilo que me faz falta... tantos dias eu perdi, tantas oportunidades passaram, tantas frases ditas que eu não disse... mas eu continuo fumando meu cigarro... ouvindo o meu Rock n' Roll... me apresento a onde eu não sou sendo eu mesmo... me afogo na bebida fria.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Diferença

Estou tentando me torna uma pessoa melhor. Uma tarefa difícil, muito difícil. Quase impossível!
Comecei tentando parar de fumar (tentando, ainda tenho sérias recaidas), estou procurando me aproximar do meu lado espiritual, acreditar mais nas coisas e nas pessoas é uma tarefa árdua, olhar o lado positivo da vida, não achar que tudo ao meu redor é inútil. Me dizem para sorrir mais, cantar mais, até deveria amar mais, como se um sentimento pudesse ser mensurável.
Esse ano tenho de me superar... romper com meu ostracismo, afinal começam a me cobrar mais responsabilidade. Eu estou me cobrando mais.
O mais importante então é mudar. E como eu já mudei nos últimos dois meses, não fisicamente, nem emocionamente, mas mudei de alguma forma. Sei disso porque já senti, alguma coisa tá diferente. Só ainda não sei ainda se está melhor ou pior do que o modelo anterior.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tudo aquilo que esqueço

Mais uma noite insone...
A casa toda âs escuras, apenas a luz acesa na varanda ajudava iluminar meus pensamentos, enquanto meus olhos fintavam a fumaça cinza do cigarro que tragava preguiçosamente...
Essa não foi uma noite especial, afinal tem se tornado uma rotina das minhas madrugadas. Escuto com atenção o silêncio da madrugada procurando ouvir algo inspirador, para quem sabe, mais tarde tentar escrever... mas o que adianta? Esqueço tudo aquilo logo quando amanhece o dia e voltam a ficar guardadas na escuridão do inconsciente.
Talvez seja melhor assim, pois não saberia organiza tantos devaneios. Por isso, agora resolvi publicar tudo aquilo que esqueço, pois são as únicas coisas das quais ainda me recordo.